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Haitou - Índice do Fórum » Tutoriais

VFR: Lidando com animes com taxa de quadros variável
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Slipphobos



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MensagemEnviada: 14/11/2008 às 01:48:43    Assunto: VFR: Lidando com animes com taxa de quadros variável Responder com Citação

Se você não sabe o que é VFR, eis a oportunidade perfeita pra aprender o que é/como lidar com esse caso.

Este tópico é uma tradução LIVRE, incrementada e adaptada de um post de TheFluff, no fórum da Animesuki. Peço desculpas de antemão por qualquer erro de tradução: O tópico, com as informações na íntegra, encontra-se no link abaixo:

Post de TheFluff (link)


Observações:

1 - Eu tomei a iniciativa de traduzir porque julguei ser algo de utilidade pública, somente por isso. O foco? Encoders que venham a tentar aperfeiçoar o seu trabalho. Curiosos fiquem à vontade pra ler e comentar, claro, mas eu não sei se garanto que o papo não vai ficar técnico o suficiente até que tais curiosos viajem na maionese. =P
Mas fiquem à vontade.

2 - Não costuma ser difícil lidar com VFR. É uma questão de prática, até onde vi (minha experiência, no entanto, se resume a um DVD híbrido - que explicarei mais à frente o que é - e a Ergo Proxy), mas posso estar errado e discordar desse pensamento no futuro, é claro. Este tópico se destina a discussões futuras sobre como lidarmos com VFR com mais ou menos facilidade. Se estiver obsoleto, é só falar que aos poucos atualizamos tudo.

3 - Eu tomei a liberdade de inserir algumas coisas, adaptar outras e retirar algumas. Na maior parte do tempo, trata-se de uma tradução que tende ao literal quanto ao que está escrito lá, no tópico original, e mantive assim porque a leitura é suficientemente descontraída e clara. Mas deve ter mais coisas aqui do que no tópico da Animesuki, sei lá. Bom, TheFluff explica de forma interessante e concisa o suficiente, por isso vou utilizá-lo como base.

4 - Fiquem TODOS à vontade de incrementar, seja na tradução ou nas explicações sobre o tema. O objetivo de todos é aprender, então, se souber, é só ensinar.


Partirei do princípio de que você é familiar com, pelo menos, o uso básico do Avisynth, de que o seu cérebro está em um estado totalmente funcional (não leia isso após ter dormido mal), e já que você está lidando com anime, vou supor que o mundo é NTSC (VFR em PAL é possível, mas muito incomum). Também partirei do princípio de que você está usando MKV como contêiner.

Apesar de VFR em MP4 ser definitivamente possível, na verdade criar esses arquivos é meio que um saco com as ferramentas atuais.

O que será coberto:
- Com que situações você tende a se deparar como um Encoder de anime e como encodar material adequado em VFR nestas situações.
- Problemas envolvendo VFR para o resto do grupo fansubber e como lidar com eles.

Em outras palavras, eis um guia prático. Então, sem mais cerimônias, iniciamos:

NA PRÁTICA, PARA QUE DIABOS EU DEVO APRENDER ESSE TROÇO? DEVO MESMO LER ESTE TÓPICO?

Bom, para responder as essas perguntas, primeiro eu peço que baixe este arquivo aqui. É a abertura de Saint Seiya Meiou Hades Elysion-Hen ("Os Cavaleiros do Zodíaco", Hades - O Rei das Trevas, Capítulo dos Elísios) encodada em VFR (fiz esse encode há séculos). Quando verem a abertura, verão que a fluência da imagem está realmente boa.

Daí eu peço para que façam o teste colocando o arquivo em CFR: ainda que usando um leque de possibilidades para tal, eu posso provar a eficácia do Framerate Variável. Para tal, abra o seu Avsp e alterne os códigos a seguir:

Código:
FFMPEGSource("SEUDIRETÓRIO\Elysion-Hen OP clean.H.264.AC3 2.0.mkv")


Código:
Directshowsource("SEUDIRETÓRIO\Elysion-Hen OP clean.H.264.AC3 2.0.mkv",convertfps=true)
FDecimate(23.976)


Código:
Directshowsource("SEUDIRETÓRIO\Elysion-Hen OP clean.H.264.AC3 2.0.mkv",convertfps=true)
ChangeFPS(23.976)


Código:
Directshowsource("SEUDIRETÓRIO\Elysion-Hen OP clean.H.264.AC3 2.0.mkv",convertfps=true)
ChangeFPS(29.970)


Já já você entenderá o porquê. Eu peço que examine especificamente os 500 primeiros quadros em cada caso. Troque entre estes códigos, aperte F5 para ter o preview do vídeo, ponha na posição do quadro 0 e segure a seta para a direita, no seu teclado.
A diferença na imagem é melhor em um dos casos: O primeiro caso, onde você utiliza FFMPEGSource. Este dispositivo recupera todos os quadros do vídeo original, nos seus tempos corretos. A fluência na imagem, em todos os outros métodos, fica prejudicada porque você acaba optando pela destruição dela para manter a sincronia e não ter muito trabalho.

Este tópico se destina a este assunto.


O BÁSICO

A primeira coisa que você deve esquecer é tudo o que sabia sobre Framerates (taxa de quadros, no nosso escopo medida em quadros/segundo). Esqueça isso, eles não existem mais, são uma mentira. Ao invés disso, você deve começar a pensar sobre um arquivo de vídeo como sendo uma série de frames ordenados por uma certa linha do tempo, cada qual (cada frame, ou quadro... como quiser) com o seu Timestamp (marcação de tempo, ou seja, o momento em que cada frame aparece na tela). Em um arquivo de CFR (Constant Framerate - Taxa de quadros constante), tais marcações de tempo têm a mesma diferença uma para a outra (por exemplo, em um arquivo com 25 quadros por segundo, cada marcação de tempo tem uma diferença de 40ms, pois 1000/25 = 40). Em um arquivo VFR (Variable Framerate - Taxa de quadros variável), contudo, você ainda terá todos os quadros, mas as marcações de tempo não serão mais igualmente espaçadas. Por exemplo, em alguns trechos, os frames podem estar a 41.7ms um do outro; Já em outros trechos, os espaços entre eles serão de apenas 33.4ms. Em alguns arquivos você notará que certos quadros poderão ser exibidos pelo tempo de meio segundo (o que é MUITO tempo)... Ou até mais.

O próximo passo: Se dê conta de que tanto o áudio quanto as legendas vivem em seus próprios universos, separados do vídeo. Eles são executados em suas próprias velocidades durante a mesma linha de tempo que a do vídeo. Por exemplo, poderá haver um disparo de arma que comece no tempo de 00:03:42.250 (3 minutos, 42 segundos e 250 milisegundos), ou uma linha legendada que aparecerá no tempo de 00:05:31.900. E assim vai: Tudo o que vamos manipular, por aqui, é a questão dos frames, da duração dos mesmos e das marcações de tempo para cada quadro.

Bom, juntos, os dois parágrafos anteriores nos levam a algumas conclusões interessantes. A mais importante é que, se você ignorar os timestamps e reaproveitar todos os quadros de um arquivo VFR em uma taxa de quadros constante (negligenciando as marcações de tempo entre os quadros), os frames não estarão sincronizados com o áudio e nem com as legendas, já que eles não estarão nos instantes que deveriam estar em relação a linha do tempo. Se você deseja converter um arquivo VFR para CFR, você terá de remover ou duplicar certos quadros para corrigir o tempo de aparição dos frames que farão parte do vídeo.

E isso também deixa claro o porquê de se lidar com VFR, pra início de conversa. Por que não partir do princípio de que tudo é reproduzido na mesma velocidade e acabar logo com isso, se livrando de uma enorme dor de cabeça? Bem, infelizmente não é como o mundo funciona. Por algumas razões muitos animes são criados com alguns trechos com taxa de 23.976 quadros por segundo, e outras seções dos mesmos animes tendo 29.97 quadros por segundo. Uma dessas inúmeras razões é que certos tipos de cena, especialmente aquelas em computação gráfica, costumam ficar muito mais fluidas num framerate maior.

É claro que você pode armazenar tudo num só framerate, mas se o fizer, como dito anteriormente, você terá de duplicar ou remover frames. E aí, você terá o seu vídeo dando umas travadinhas ridículas em vários momentos, o que é indesejável, já que fica realmente ruim.


Estamos bem de teoria. Vamos à prática.

TIMECODES

Eis a parte mais importante de VFR em um MKV.

Um arquivo de Timecodes especifica em que instante cada quadro deve aparecer, e conseqüentemente determina a taxa de quadros a qualquer momento.

Código:
#timecodes format v1
Assume 23.976000
0,2000,29.970000
3000,4000,59.940000


Código:
#timecodes format v2
0.000000
40.000000
80.000000
120.000000
160.000000
(...)


O símbolo # define que a linha após ele é um comentário, e haver uma primeira linha que diga o formato do arquivo de Timecodes é algo requisitado por várias ferramentas. Não mexa nessa linha.


Timecodes do tipo V1 funcionam definindo um Framerate "geral" (refiro-me à linha "Assume xx.xxx", lá em cima), e então definindo intervalos de quadros em outros Framerates. O formato é frame_início,frame_fim,frames_por_segundo, sendo frame_início e frame_fim os limites dos trechos de quadros em framerates diferentes. Timecodes V1 são ótimos porque são muito mais legíveis do que Timecodes do tipo V2, e porque são editáveis.

Timecodes do tipo V2, por outro lado, funcionam definindo uma marcação de tempo em milisegundos para cada quadro no vídeo. O Timestamp, neste caso, define apenas o ponto de início em que cada quadro aparece, e por esse motivo a primeira linha após a definição de comentário em V2 deve ser sempre ZERO, ou resultará em problema. O exemplo acima mostra um framerate de 25 (pois 1000/25 = 40 milisegundos por frame; Repare nas diferenças entre os tempos em cada linha). Timecodes V2 são um saco, pois requerem que o vídeo de saída tenha a exata mesma quantidade de quadros que o vídeo de entrada.
Isto pode ser meio chato. Mas, não se desespere: Há ferramentas para converter formatos de Timecodes entre V2 e V1.


O BOM, O MAU E O FEIO: AS RAWS EM VFR!

MKV ou MP4 de VFR: O bom. Eis o tipo menos comum de VFR. Costumam ser muito simples de manipular - Você só precisará do ffmpegsource (alô? Avisynth?) ou mkv2vfr, e talvez um conversor de formatos de Timecodes.

O modo mais simples de manipular esse tipo é utilizando o ffmpegsource. É um plugin do Avisynth que lembra o Avisource, que provavelmente você usa pra tratar seus AVIs (e se não usa, DEVE usar), com o adendo de que ele disponibiliza o seu arquivo de Timecodes quando você carrega o script. Você terá todos os quadros, mas já que o Avisynth sempre parte do princípio de que tudo é CFR e não entende nada de VFR, o ffmpegsource impõe uma taxa de quadros coringa. Use esse método para encodar a sua workraw (workraw é como chamam a raw em que os outros membros do grupo trabalham: Typesetters, Timers, Tradutores e etc) e tudo o mais, e então lembre-se de observar o parâmetro dos seus Timecodes, de forma a poder ter um arquivo de Timecodes do tipo V2, para que possa usar quando criar o contêiner final.

Caso trate-se de XviD ou DivX, ou algo similar em MKV, você também poderá usar o mkv2vfr. Por linha de comando:

Código:
mkv2vfr "sua raw.mkv" "arquivoextraido.avi" "timecodes.txt"


O resultado da operação acima é composto por dois ítens: O primeiro é um arquivo AVI, contendo todos os quadros, em um framerate coringa; Já o segundo é um arquivo de Timecodes no formato V1 (sim, aquele mesmo, o mais legível).

Então, faça o que quiser com o áudio (extraia-o com o mkvextract e o reencode, por exemplo), crie a sua workraw, seja via ffmpegsource, no MKV, ou pelo AVI que você acaba de criar (mkv2vfr), e passe-a para o resto do grupo. Quando terminarem e você reunir o trabalho de todos, encode a versão final da mesma fonte. No fim, inicie o mkvmergeGUI, ponha o áudio e o vídeo no seu MKV, clique sobre a faixa de vídeo e aplique o seu arquivo de timecodes, e agora crie o seu contêiner. Pronto, seu vídeo estará em VFR.

AVI de 120fps: O mau. São raws EXTREMAMENTE comuns. Bem simples de manipular também. Você só precisa do pacote avi2tc.

É bem simples: Use o avi2tc para obter uma raw AVI meio que "toda errada", mas contendo todos os frames. Calma, ela deixará de ser toda errada quando você aplicar os Timecodes que também conseguirá, junto com esse AVI. Pronto, acabou. Eis o seu vídeo em VFR.

WMV em contêiner .wmv: O feio. Talvez mais comuns que MKVs em VFR. Meio esquisito de manipular. Precisa-se do ffmpegsource, ou então pode-se usar o GDSMux (no pacote Haali, CCCP) e mkv2vfr ou mkvtoolnix.

Eu recomendaria que você utilizasse o GDSMux. Ele te dará um MKV VFR, e aí em cima está escrito como proceder com esse tipo de raw. Então, eis o que pode fazer:

1 - Botão direito na área de entrada e escolha "add source". Agora ache o seu .wmv e clique em OK.
2 - Botão direito na faixa de áudio. Escolha "Encode" e selecione "PCM".
3 - Clique no botão "Output" e selecione o diretório onde estará o seu MKV.
4 - Clique em Start e espere.

Ao final do processo, você tem um MKV em VFR. Agora é só seguir o que está dito mais acima.

VFR E HARDSUBS

Não é trivial fazer hardsub em VFR. Se você tentar simplesmente aplicar legendas à sua raw "toda estranha", sem eira nem beira, a dessincronização será absurdamente grande. Você precisará utilizar o Aegisub aqui: Há uma opção (Vídeo > Abrir arquivo de Timecodes...) para você importar os Timecodes para o seu script. Quando isso acontecer e você terminar de editar suas legendas, é só ir a Arquivo > Exportar Legendas..., e então clicar na opção "Transformar Framerate" antes de clicar em Exportar... e escolher o diretório de saída pro seu novo .ass, dessa vez pronto pro VFR.

VFR E SOFTSUBS

Não precisa mexer na legenda, pois a legenda Softsub é um dispositivo externo à faixa de vídeo, e ela só é mostrada na tela quando os frames já estão sendo exibidos nas marcações de tempo corretas.

VFR PARA QUEM NÃO FOR ENCODAR

Bom... Eu recomendo que todos utilizem o Aegisub mais recente (TheFluff diz que deve ser da versão 1.10 ou superior), e os arquivos de Timecodes. O motivo? É simples demais. Da primeira vez em que alguém aprender a carregar e exportar através de Timecodes via Aegisub, terá aprendido tudo e não terá mais dúvidas.

VFR E AFX

Aí pode morar um seríssimo perigo.
Typesetting pode ser feito tranquilamente, pois o After Effects tem sua animação orientada a quadros.
O problema é pensar em karaokês via After Effects em um vídeo VFR. Por experiência própria, eu endosso o que TheFluff diz: Abram o arquivo de Timecodes V1 e verifiquem se a seqüência de abertura varia em Framerate. Se não varia, é tranqüilo, apenas use a sua raw em CFR (pretendo publicar um tutorial bem simples sobre inserção de logotipos em breve). Se varia, sinto muito, mas você terá de ter uma raw CFR para cada seção. Só aí você importa no After Effects, só aí você edita... Uma dica é escolher um framerate adequado que, ao ser divisível por todos os Framerates, resulte em valores inteiros. Depois você poderá fazer Decimate (catar os quadros através de um intervalo fixo) manualmente, via SelectEvery (), por exemplo.
(exclusivo deste tutorial) ATENÇÃO: Ao importar uma sequência pro After Effects (6.5 pro e posteriores), acostume-se a verificar se a sua composição foi criada com o framerate correto. E aqui eu, Slip, quero dizer que, se o framerate do seu vídeo importado para o AFX é de 23.9761, o framerate da sua composição (do vídeo manipulado no AFX) e do vídeo que sairá do AFX (pela opção "Make Movie...", no menu Composition) deverão necessariamente ter todos os zeros, uns e quaisquer outros números decimais, centesimais e milesimais como valor de fps. Se a sua composição tem o 23.976, assegure-se de que, antes de começar a editar, seu footage seja interpretado com aquele "1" final. Mas como, se o seu AFX já diz que o framerate dele é de 23.976, ou até de 23.98fps?
No seu browser interno (menu à esquerda, onde estão os arquivos de áudio e vídeo importados pro AFX), clique com o botão direito sobre o seu vídeo, interpret footage, main.
Lá, defina numericamente com exatidão total o valor. Se o seu vídeo tem 23.9761, não deixe nem a sua composição e nem o seu vídeo serem interpretados apenas com 23.976.
O motivo deste blablabla é simples: Se o seu vídeo vier com qualquer configuração de framerate diferente, você correrá sérios riscos de, em algum momento, ou em todo o vídeo tratado via AFX, o resultado ser sujado por aquelas travadinhas ridículas a que me referia no início do tutorial. Assim sendo, não adiantaria de porcaria nenhuma você ter o vídeo em VFR. Ele teria aparência de vídeo com um belo changefps/convertfps=true.

VFR EM DVDS HÍBRIDOS

Basicamente, tendo o VirtualDub na sua máquina, eu recomendaria - porque existem outros métodos - que usasse o pacote TIVTC (que por sinal é padrão no AVISynth) para fazer o seguinte:

1 - Primeiro, adicione estas duas linhas ao seu script avs:

Código:
TFM(mode=1, output="tfm.txt")
TDecimate(mode=4, output="stats.txt")


2 - Abra o seu virtualdub, importe o .avs, tenha a certeza de que está posicionando o cursor no primeiro frame, e dê play, como se fosse reproduzir a cena. Durante esse tempo, duas informações serão coletadas de cada quadro do vídeo: no mesmo diretório em que está o .avs, estarão os arquivos txt TFM (Tritical matching filter, sendo "Tritical" o nome do desenvolvedor; São valores que ajudam a identificar a precisão da recuperação dos quadros progressivamente) e STATS (que, como em qualquer ferramenta de desenvolvimento de vídeo, são estatísticas de detecção para aplicação de alguma coisa no vídeo). Quando você ver que o VDub terminou com a reprodução, vá até o último quadro antes de fechar o programa. Ao fechá-lo, o PC pode dar uma travadinha, mas é porque é neste momento que os arquivos serão preenchidos. Antes de continuar deste ponto, é bom fazer backup destes dois arquivos em outro diretório para que, se houver algum problema, você não tenha que refazer este processo, que dura mais ou menos 1,5 x duração do vídeo.

3 - Comente as linhas que coloquei acima, e agora coloque isto no seu script avs:

Código:
TFM(mode=1)
TDecimate(mode=5, hybrid=2, dupthresh=1.0, input="stats.txt", \
          tfmin="tfm.txt", mkvout="timecodes.txt")


Calma, dessa vez não será preciso reproduzir nada no VDub. É só abrir o seu script no AvsP e pronto.
O que é importante é que você, agora, no mesmo diretório em que o arquivo .avs se situa, terá o arquivo txt TIMECODES.

4 - Com o arquivo timecodes.txt, mantenha o script dessa forma enquanto tiver de mexer com encoding nele. Crie suas raws, insira legendas, filtre o vídeo (obviamente após a seção inserida para VFR), e no final faça a sua codificação para MKV (inclusive porque é o padrão para arquivos VFR, segundo tenho visto). Quando for muxar o arquivo de vídeo, áudio, legendas, fontes e etc, aplique o Timecodes.txt sobre a faixa de vídeo. No MKVMerge, é só clicar sobre a faixa de vídeo importada e você verá, na parte inferior, o campo "Timecodes". Clique e, no browser, selecione o Timecodes.txt que você obteve. O processo é o mesmo.

Ferramentas:

avi2tc - Conversão de Timecodes e manuseio de AVIs com 120fps

Aegisub - Transformação/exportação de legendas adaptadas para VFR e trabalho geral de fansubber.

Haali Media Splitter, GDSMux e mkv2vfr - Obtenção de arquivos parciais a serem acertados via Timecodes.

MKVToolnix - Editor e muxer de MKV.

Glossário geral:

FRAME - Quadro, diz respeito a cada imagem estática que se torna vídeo ao possuir movimento pela seqüência.

FRAMERATE - Taxa de quadros exibidos na tela a cada segundo.

CFR - Constant Framerate, Taxa de quadros constante.

VFR - Variable Framerate, Taxa de quadros variável.

DVD HÍBRIDO - DVD com seções progressivas e entrelaçadas, respectivamente, a 29.97fps e a 23.976fps, depois de bem reconstruídas totalmente para uma sequência de frames progressivos. Ao se manter tais framerates, obviamente, tem-se um caso de uso de VFR.

AVISYNTH - Ferramenta de edição audiovisual poderosíssima, via programação básica numa linguagem praticamente própria. Clique aqui para saber mais.

ARQUIVO DE TIMECODES - Arquivo .txt ou .tc (editável, de todo modo, via bloco de notas) contendo informações sobre a duração dos frames na tela nos variados trechos de um arquivo de vídeo.

TIMESTAMP - Instante em que um quadro aparece na tela.

RAW - Fonte geral de áudio e vídeo da qual se tirarão as imagens de um release de fansubber.

WORKRAW - Raw utilizada por toda a equipe fansubber pros mais diversos trabalhos: Temporização de falas, criação de karaokês, tradução, typesetting...

TYPESETTING - Tradução de termos que não sejam diálogos propriamente ditos. Letreiros, nomes de episódio e afins costumam ser colocados nesse item.

HARDSUB - Conceito de legendas coladas ao vídeo, fazendo diretamente parte dos quadros.

SOFTSUB - Conceito de legendas soltas, acopladas ao contêiner e não aos quadros do vídeo.

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Editado pela última vez por Slipphobos em 26/09/2009 às 15:51:24, num total de 2 vezes
Slipphobos



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MensagemEnviada: 24/11/2008 às 19:47:15    Assunto: Responder com Citação

Update 1:

- Seção "NA PRÁTICA, PARA QUE DIABOS EU DEVO APRENDER ESSE TROÇO? DEVO MESMO LER ESTE TÓPICO?".
- Upload do arquivo Elysion-Hen_OP_clean.H.264.AC3_2.0.mkv e disponibilização de link.

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Update 2:

Seção exclusiva do tutorial, no trecho "VFR e AFX (After Effects)".

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kaycos
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Ótimo tutorial. Mas fiquei com algumas dúvidas:
- E como fica para encodes a partir de um DVD híbrido?
- Um karaoke feito no Aegisub terá o mesmo problema que no AE? Ou apenas sigo a parte "VFR E HARDSUBS"?

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Slipphobos



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Oi, kaycos. Peço desculpas pela demora em responder, eu simplesmente não vi o seu post. Desculpe aí, cara.
Existe um processo específico para o tratamento de DVDs híbridos, quando é o caso. É mais difícil perceber que um DVD é híbrido do que realmente tratá-lo. Está inserido no tutorial o que eu recomendaria.
Quanto ao karaokê no Aegisub, a questão é apenas se ele é softsub ou hardsub. Se for soft, apenas muxe junto porque as legendas já estarão sendo exibidas nos tempos certos. Se for hardsub, siga a parte "VFR E HARDSUBS", e voilá.
Agradeço pelos elogios ao tutorial, em breve vou inserir umas imagens também.
Abraços, e mais uma vez, desculpe aí por não ter visto.

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kaycos
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A parte de DVD híbrido eu já tinha visto na wiki do avisynth. Mas aqui está melhor explicado (não sabia que o vídeo tinha que ser tocado por completo no VirtualDub, o que gerava um erro na segunda parte do TIVTC).

Além de outro erro eu que estava cometendo que era usar um Trim() depois do TIVTC.

Obrigado pela explicação, me livrou de muitas dores de cabeça.

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Pois é, a minha fonte é a mesma de todo mundo. A única coisa que eu busco incrementar por aqui é a coisa com a vivência, com a experiência que eu tenho com certas coisas. Então, o que você lê no meu tutorial é o mesmo que há em inglês lá fora, mas com um ou outro toque.
E se eu consigo te livrar de certas dores de cabeça, por mim tá ótimo. É exatamente o que eu busco.

Eu aceito sugestões pra melhoria do que há aqui, também. Nada é perfeito (só o meu Vascão, mesmo 16 ), e nem é esse tutorial, mas quanto mais perto a gente chegar, melhor.

Portanto, você ou qualquer podem ficar à vontade de sugerir qualquer coisa.
Abraços, e bom trabalho.

Ah, sim... Se puder, depois me conta como ficou o seu trabalho, caso use as informações desse tópico, ou mesmo mostre o resultado final, sei lá. Seria um feedback e tanto.

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